26.5.05

Poltrona de couro branco

Fugiu de tubarões bravamente. Até encontrar um pier, e por ele correu. Do outro lado, havia mais água. Há oito metros de profundidade, um barco. Pessoas mergulhavam de cabeça para chegar até o barco, outras pulavam de pé. Queria ir até lá, mas não sabia se seria seguro pular de cabeça. Enfim, pulou, sei lá de que jeito. Já no barco, recebeu um aparelho para respiração, assim como as pessoas ao seu redor. Seu avô estava lá também, de roupa e tudo, sentado em uma poltrona velha de couro branco. Fechou os olhos, enfrentando a resistência da água. Quando os abriu, já estava fora da água, ao lado do seu avô todo molhado, trêmulo de frio. Pediu que o avô vestisse algo seco.

19.5.05

Brad & Tom

Havia várias pessoas dançando, e eu fotograva tudo. Andando pelo descampado, encontrei meus pais em cima de um muro, vestidos de preto, ao lado de Tom & Brad. Queria ser fotografada em cima do muro com eles. Tom tomou-me a câmara, que virou uma TV. Subi no muro e Tom enfiou-se atrás da TV para nos fotografar. Enquanto ele se preparava, eu trocava uma idéia com Brad, que segurava um maço de cigarros para lá de estranho. Era uma caixa toda de metal, cheia de aberturas. Eu não sabia como abri-la, me senti boba. Apresentei minha irmã a Brad e disse que ele era real. Ele já devia estar de saco cheio de tudo, então fui sentar ao lado da minha mãe, que fumava feito uma caipora. Seus dentes estavam amarelos. Ela mantinha as pernas bem abertas. Isso me envergonhou. Tom continuava com sua cabeça dentro da TV, como se a TV fosse mesmo uma daquelas câmaras antigas. O que eu podia fazer?