26.5.05

Poltrona de couro branco

Fugiu de tubarões bravamente. Até encontrar um pier, e por ele correu. Do outro lado, havia mais água. Há oito metros de profundidade, um barco. Pessoas mergulhavam de cabeça para chegar até o barco, outras pulavam de pé. Queria ir até lá, mas não sabia se seria seguro pular de cabeça. Enfim, pulou, sei lá de que jeito. Já no barco, recebeu um aparelho para respiração, assim como as pessoas ao seu redor. Seu avô estava lá também, de roupa e tudo, sentado em uma poltrona velha de couro branco. Fechou os olhos, enfrentando a resistência da água. Quando os abriu, já estava fora da água, ao lado do seu avô todo molhado, trêmulo de frio. Pediu que o avô vestisse algo seco.

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