18.7.06

Bagunça

"Tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim...". Foi isso que ela se disse em frente ao espelho, numa tentativa de auto-acolhimento, depois de chorar horas e horas em cima da cama. Chorava porque havia se perdido em seus sonhos e leituras, e acordara tarde demais para ir ao dentista. Também já estava atrasada para a aula de Filosofia. Culpou a todos os parentes pela desorganização da casa, que seria a fonte de toda essa confusão. Não havia percebido que o lugar onde dormia era exatamente a projeção da sua mente bagunçada.

Um comentário:

Ana Helena Passos disse...

oi roberta! adorei seu comentário. não tinha pensado nisso, de primeira ou terceira pessoa, mas sabe que vou pensar... na realidade estou pensando em abrir outro blog para textos mais leves e descomprometidos, que achas? porque foi um sacrificio ver como encaixava no tema quilombos rsrsr. Eu gosto muito dos seus textos, acho que me inspirei nele, como diz paulinho na forma em que você deixa o gostinho de quero mais!
AH! abre um blog de um escritor angolano que achei, é:www.malambas.blogspot.com, vale a pena. beijos!