18.8.06

Uma fábula para meu filho

Pessoas-girafas passeiam pelo nosso bairro. Elas têm cerca de três metros, sabia? Alcançam quase tudo: o teto da nossa casa, as folhinhas daquela árvore... Para encará-las, você precisa esticar bem o pescoço. As pessoas-girafas não têm nada de assustador. Podem até parecer orgulhosas, mas no fundo são muito “fofas”, como diria sua tia Ana. Fofas e acolhedoras, gentis e espertas também. Estão sempre com as antenas ligadas no que acontece à sua volta, e fuçam tudo o que é de mais secreto com seus narizes enooormes. Quando eu era pequena, queria ser uma pessoa-girafa. E você?

(Texto dedicado a Tio Paulinho Couto e Tia Ana Helena. Paulinho, porque gosta de fábulas e bichos. Ana, porque vai ter para quem contar essa história logo-logo. Ambos, pelo estímulo... e por serem pessoas-girafas.)

2 comentários:

Ana Helena Passos disse...

Roberta!!!! adorei adorei.... quero muito ser uma pessoa-girafa e orgulhosamente vou contar essa estória a minha pessoinha-girafa que virá por aí... amei, fico feliz do seu sonho de criança ter se realizado e você ter si tornado uma pessoa-girafa muito fofa. Beijos enormes

Paulinho disse...

A certeza do valor da amizade vem de coisas como esta. Nem a distância nem o tempo separam os verdadeiros amigos. Colegas, namorados e até parentes ficam num cantinho empoeirado da nossa memória, quando não são escondidos por alguma nova lembrança, mas os amigos não correm esse risco porque não ficam no sótão, ficam no coração.