22.10.08

Por quê?

Já aconteceu de pensar em algo e, logo depois, ler alguma coisa a respeito do que pensou? Na carroceria de um caminhão, em um outdoor ou em um jornal velho? Pois foi o que aconteceu com Clara.

Naquele dia de manhãzinha, a caminho para a aula, perguntava-se ela por que os dias estavam passando tão depressa. E não é que o professor pediu a leitura de um texto sobre o assunto? O autor, David Harvey, falava assim:

"Tem havido várias respostas à ação da compressão do tempo-espaço. A primeira linha de defesa é a fuga para um tipo de silêncio exaurido, blasé ou encouraçado (...). A segunda reação equivale a uma negação voluntariosa da complexidade do mundo (...). A terceira resposta (...) é uma tentativa de extrair ao menos um mundo aprrensível da infinidade de mundos possíveis que nos são mostrados diariamente na tela da televisão. (...) A quarta resposta tem sido tentar montar no tigre da compressão do tempo-espaço mediante a construção de uma linguagem e de imagens capazes de espelhá-la e, quem sabe, dominá-la."

Clara começou a pesquisar sobre o assunto, e encontrou um texto interessante na internet. Mas continuou sem a sua resposta.

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