14.9.09

Clara ganha e logo perde seu superpoder

Um belo dia, Clara saiu com sua máscara na mochila. Queria só ver a cara dos colegas ao encontrá-la mascarada na escola, na hora do recreio.

E assim foi: sentou-se no banco do parque vestindo a máscara que fizera com papel machê. Era certo que todos zombariam (ah, essas crianças são umas pestes, a gente sabe!). Mas Clara se fez de desentendida. E, pela primeira vez, seu rosto não enrubesceu. Era como se tivesse ganhado um superpoder com a máscara, não lá muito nobre no mundo dos adultos: a indiferença.

Porém, como tudo que vai contra nossa natureza, essa sensação durou pouco... Durou até um garoto sentar-se ao seu lado, usando nada menos do que... Uma máscara. Do Batman. Clara soltou um sorriso nervoso e prendeu a respiração, só de pensar que ele teria descoberto seu segredo, sua intenção. Então seu rostou pegou fogo novamente.

13.9.09

Os sonhos e a máscara na ficção de Clara

Compartilho aqui duas obras que contribuem para a construção de Clara Pálida. Esta justifica por que uso os sonhos como matéria-prima da ficção:

“...os sonhos são experiências que parecem muitas vezes mais reais que a vida imediata. O mesmo podemos dizer da ficção, ou desses modelos ficcionais que atingem o ápice de seu poder expressivo e simbólico – não só parecem mais reais que a vida, como dão a impressão de uma completude e integridade jamais alcançadas pela experiência imediata." [Ficção, Comunicação e Mídias, de Cristina Costa Castilho]

E esta me ajuda a moldar a máscara de Clara como metalinguagem da ficção:

“A máscara separa os participantes [da ficção] dos não participantes e reforça a natureza especial da realidade compartilhada.” [Hamlet no Holodeck, de Janet Murray]

Como assim? Na próxima história de Clara, essas idéias ficarão mais evidentes.

10.9.09

Review História do Brasil

Este texto é de Maria Cristina, senhora minha mãe. Revela muito bem sua capacidade de reportar histórias bizarras, que ela normalmente ouve no rádio da cozinha.

"Esta História do Brasil, contada e recontada, é de uma chatice ímpar! Não sei quem criou tantas datas, tantos heróis, tantos acontecimentos bizarros. A começar pela historia do nosso País, desde seu descobrimento ele já se encontrava descoberto pelos índios. A coisa na verdade começou assim:

8.9.09

Clara by Paulinho Couto


Esta é Clara imaginada por Paulinho Couto. Desenhista da minha top list, ao lado de Will Eisner.

Acompanho o trabalho de Paulinho desde 1996, quando o conheci na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Impressionei-me desde então com sua destreza para o desenho. Durante as aulas, rapidinho ele riscava todo o caderno, e enchia tudo de movimento e sentido. Eu ficava pasma. Afinal, demoro tanto pra fazer uma única linha "reta"...

Este desenho ilustra perfeitamente o post Quanta Flor, por isso aparece lá também. A propósito, ontem vi o filme Coraline. Assim como Clara, a personagem passeia por um jardim super colorido. Desconfio que as flores sejam recorrentes no mundo da fantasia.

Em breve, Clara em outras versões.