17.12.09

Sujeito digital

Tenho treinado o desapego desde que sai da casa dos meus pais, há 13 anos. A cada vez que mudamos de lugar, nos despedimos das pessoas e doamos objetos que não cabem na mala. Olha que já mudei seis vezes nesse período!

Ontem matutei sobre isso, depois de perder um celular que me custou várias parcelas no cartão de crédito. Fiquei pensando se o que estava sentindo era apego, raiva, preocupação com grana... Tudo que o Budismo chama de “mentes negativas”. Claro que estava irritada por ter jogado dinheiro no lixo. Mas não era só.


Imaginei como caminharia pela cidade sem ouvir a seleção de músicas gravada no meu celular. Não havia feito o backup no computador! Sem contar que não se pede informação a uma retirante-na-Paulista-sem-GPS. E a voz de Heródoto Barbero, como eu ficaria sem ele no trajeto ao trabalho, quando ouço rádio pelo aparelho?

Tem também minha agenda, toda arrumadinha, Clau blog, Clau tia, Clau USP, Clau Vivo, nessa ordem... Meu Deus, e as fotos íntimas que registrei com a câmera do meu Samsung (não, não estou pelada em nenhuma delas, mas são íntimas mesmo assim!)...

Pela primeira vez, dei-me conta de que perder o celular é pior do que perder o RG. É se perder!

2 comentários:

Ferni disse...

Essa é a minha irmã... só não perde a cabeça porque está presa ao pescoço.

LiDaLua disse...

Pensei a mesma coisa... eta Ró esquecida! XD