28.6.10

O que [estudar inglês] tem a ver com [a series of unfortunate events]?


Resolvi estudar Inglês. De novo... Sensação: todo o meu esforço para falar com fluência não foi suficiente. Shit! Listening, talking, conversation... Não sei mais o que fazer. Só sei que me recuso a voltar para a escolinha e encarar as provinhas on the table. Definitivamente, vou associar meu contato com o Inglês ao prazer... De ler um bom livro, for example.

7.6.10

Clara by Stela Mattos

Minha prima Stela (sim, a pequena Téo!) cria as historietas mais fofas que já eu vi. Para inspirá-la e motivá-la ainda mais no desenho (se é que ela precisa), enviei-lhe o livro "O Triste Fim do Menino Ostra", obra-prima do cineasta Tim Burton.

Admito que eu tinha segundas intenções. Esperta que só, ela percebeu. Bastou a gente se encontrar para que ela riscasse em poucos minutos uma Clara à la Burton. Simplesmente amei! Essa menina é demais.

E não para por aí. Tenho bem umas dez versões de Clara by Stela Mattos aqui comigo. Depois mostro as outras.

[Téo, tomei a liberdade de despentear Clara quando digitalizei a imagem, pois em algum momento vou escrever sobre esse detalhe.]

6.6.10

Onde está Clara?

Clara não sabe o que vai acontecer no próximo minuto, por isso mesmo não se preocupa com nada. Assim sobra tempo para se concentrar no presente. Só que Clara não se sente presente em lugar algum. Seu corpo está aqui e acolá. Já sua mente, parece flutuar em mil pedacinhos fora da cabeça, como se estivesse em teletransporte.

Todo dia é assim: Clara acorda, vai ao banheiro, assiste às aulas, volta pra casa, lê, vê TV até dormir... Involuntariamente. Mas é incapaz de tomar decisões que fogem da rotina. Decisões que exigem, justamente, da boa vontade da mente. “Vou ou não vou à casa de Noca? Alguém pode decidir??”

Clara, ausente, assim... Qual o motivo? Seria culpa da memória? Vontade de estar apenas onde já se esteve? Não pode ser, pois Clara tem preguiça do passado, não deve estar por lá também.

No fim da estória, não sabemos por onde anda Clara. Só sabemos que, para aquela menina, até então indiferente a tudo, estar ausente de si mesma começou a se tornar um grande incômodo. Clara não queria mais acreditar que isso era coisa de gente evoluída.