29.7.13

Clara by Beatriz Vela

Estou na Espanha desde fevereiro trabalhando em um projeto. Minha colega de trabalho Beatriz Vela é como Tico, e eu sou o Teco. Quero dizer: a gente se completa profissionalmente. Eu sempre estou concentrada no computador, e ela sempre animada, conversando  com todos.  Sentirei sua falta quando eu voltar ao Brasil.

Como se não bastasse a bela despedida que ela me organizou aqui, me presenteou com uma versão sorridente da Clara Pálida. Veja só que transformação positiva: o antes e o depois.


Enquanto ela mudava o sorriso da garota no Photoshop, eu observava orgulhosa. Afinal, de alguma maneira, Clara inspira meus amigos. Adoro quando eles falam dela, e deixo que eles façam o quiser – inclusive mudar seu humor!

Só para recordar, vejam a Clara Pálida imaginada por meu amigo Paulo Couto. Esta foi criada por minha prima Stela. Neste texto, minha amiga Verônica conta o que pensa sobre Clara. E agora, com tanta sutileza, Bea conseguiu fazer de Clara uma garota mais contente e simpática.

Creio que ela provocou a mesma transformação em mim :) Gracias, Bea!!

Beatriz e eu


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Estoy en España desde febrero trabajando en un proyecto. Mi compañera de trabajo Beatriz Vela es como Chip, y yo soy el Chop. Es decir: nos completamos profesionalmente. Yo concentrada en el ordenador y ella siempre animada, hablando con todos. Pronto volveré al Brasil y la extrañaré muchísimo.

Más allá de la bella despedida que Bea me arregló por aquí, me regaló esta Clara Pálida con una sonrisa. Mira que transformación tan positiva: el antes y el después:


Mientras cambiaba la expresión de la niña en Photoshop, yo miraba con orgullo. Es que, de alguna manera, siento que Clara es amiga de mis amigos. Me encanta cuando hablan de ella y dejo que hagan lo que quieran con la personaje – incluso cambiar su humor!

Sólo para que recuerdes, mira la Clara Palida imaginada por mi amigo Paulo Couto. Y esta otra que fue dibujada por mi prima Stela. En este texto mi amiga Verônica describe lo que piensa de Clara. Y ahora, con tanta sutileza, Bea logró crear una Clara más contenta y cercana.

Creo que ella provocó la misma transformación en mí :) Gracias, Bea!

Beatriz e yo
                                                  

30.4.13

Das coisas que me comovem


Uma grande amiga minha, daquelas que são como irmãs, escreveu um texto sobre minha personagem Clara Pálida. Digo que isso é o tipo de coisa que me comove porque, além de traduzir muito bem o que escrevi, ela mostra que leu os meus textos com muito carinho. Resumido, ela é a minha leitora ideal, como diria Umberto Eco. Ou seja, é aquela leitora que você imagina que vai entender tudo o que você escreveu, do jeito que você imaginou. Entendeu?

Eis o texto de Verônica Fraidenraich:

As maluquices de Clara

era uma vez uma menina sapeca, inquieta, 
que gostava de escrever contos,  
e questionar o mundo, as coisas, o cerumano.
ela transformava historias reais em ficção, 
e o que era chato, complicado ou sem graça, 
se tornava divertido, engraçado ou curioso.
ela viajava nas idéias, 
falava de cores, física quântica, alquimia, flores…
e sonhava – os sonhos são experiências que, muitas vezes, parecem mais reais que a vida imediata (explicou ela em um de seus textos). 
sonhava tanto que o sonho prometeu a ela se tornar realidade. 
"hace cuántos siglos que mi boca está saboreando este café y mis ojos mirando ese mar?", questionava clara.

um belo dia, ela decidiu que iria visitar um novo reino, sobre o qual havia lido nos contos que falavam de um cavaleiro muito sonhador e seu fiel escudeiro, um gordinho comilão. ela queria investigar melhor a história deles e, não sei bem porque, dizia existir uma relação com uma fechadura que ficava em outro reino vizinho. explico: a tal da fechadura pertencia a uma portão de bronze de um mosteiro da ordem dos cavaleiros de Malta. cavaleiros com cavaleiros, penso eu, devem ter alguma ligação…

então ela começou a planejar como faria para se transportar para lá.
desejava ver como era aquele povo,
o que conversavam na fila do café,
de que se alimentavam,
e, principalmente, se lá havia faxineiras.
tal ofício a fascinava. 
ela gostava de limpar e varrer e dizia que essas moças trabalhavam demais.
pois clara está indo – ela e sua cachola, cheia de pensamentos.
disse que lá eles se comunicam diferente,
mas, por precaução, enviará mensagens extrassensoriais.
o fim, não importa muito, ela diz.
mas a gente se importa com você.
hasta pronto muchacha!

19.3.13

[#voupramadri] Os alquimistas de Marrakesh

com.pa.nhei.ro
sm (baixo-lat companariu) 1 Aquele que acompanha. 2 Colega, condiscípulo. 3 Camarada. 

Esta é uma história sobre companheiros. Daqueles que aprendem juntos, que acompanham, assim como Chanço Panza e Dom Quixote em suas andanças.

Fui à Marrakesh (capital do Marrocos) com Rosi, Chris, Moni e Fer. Apesar de conhecê-los há pouco tempo, me atrevo a dizer que nossa viagem nos tornou companheiros. Primeiro, porque ficamos todos no mesmo quarto do “riad” (pousada) Fantasia. Segundo, porque tivemos papos pra lá de profundos, entre os mil e um momentos de conversa fiada, cantoria e risada boba. Terceiro, porque Marrakesh é um lugar mágico.

Sim, tão mágico que, logo no nosso primeiro passeio, entramos no lugar mais incrível da cidade: nada mais, nada menos do que uma farmácia, a Sahara Herboriste.

Fomos atraídos pelos montinhos coloridos de ervas e sementes em pó que ficavam na entrada. Logo apareceu Rachid para nos cumprimentar, enquanto seu companheiro Abdellah atendia outra pessoa.

Entre as centenas de coisinhas expostas em cestos e prateleiras, perguntamos qual seria a função de uma peça de cerâmica que parecia uma tampinha, mas estava ali solta, não tampava nada. Rachid explicou que aquilo era um “batón”. Traduzindo: ao passar o dedo úmido nas bordas da tampa, a cerâmica vira uma pasta vermelha, que as mulheres marroquinas usam pra pintar a boca. Eis o batom!

Essa foi só a primeira alquimia que presenciamos ali. Rachid nos convidou a entrar e mergulhamos no encanto das prateleiras, cheias de ervas, pós, líquidos e... Argan, a semente mais pop do Marrocos.

Abdellah juntou-se a Rachid e nos explicou que a semente de Argan é colhida depois que as cabras comem o seu fruto. A partir da semente, fabrica-se então um azeite (o Argan Oil) usado tanto na culinária, como na cosmética, para fazer o cabelo brilhar. O produto movimenta a economia local, inclusive gerando emprego para mulheres, organizadas em cooperativas.

O que importa é o caminho, e não a chegada

O Argan Oil custa tão caro no Brasil que resolvemos comprar. Além disso, não se pode confiar na procedência, pois os revendedores costumam diluir o produto em água, para que renda mais. Ali o negócio seria diferente, pois Rachid e Abdellah insistiram que acompanhássemos tudo. Assim teríamos a certeza de que levíamos um produto de qualidade.

Vale dizer que os marroquinos são mestres na arte da negociação. Nos orientaram a levar qualquer coisa por um terço do valor estipulado. Então começamos a pechinchar com Rachid e Abdellah. Mas desde o primeiro momento não achei que eles estivessem trapaceando. Tanto que o Argan seria moído e transformado em óleo na nossa frente.

E valeu muito a pena acompanhar tudo. Rachid moeu as sementes, depois amassou tudo, e ainda nos fez participar do processo, incluindo os pouquinhos de água na bacia. As mãos fortes de Rachid foram transformando as sementes em um líquido amarelado e fosco, depois cada vez mais transparente.

Isso durou preciosos minutos, que me fizeram perceber o quanto Rachid estava se esforçando, e o quanto aquilo tornava seu trabalho tão rico e sem preço. Rachid ali, ajoelhado ao chão, e Abdellah ao seu lado, ajudando-o a envasar o produto final, foi a cena mais bonita que vi em Marrakesh.

Mais comovida fiquei quando Abdellah agradeceu por termos ficado. Naquele momento, vi claramente o valor das “pequenas grandes coisas”, do tempo que dedicamos a algo e do trabalho em seu sentido mais nobre. Quero dizer, Rachid e Abdellah não poderiam ter outra profissão senão aquela, que vem da alma, seguindo os ensinamentos dos pais e da cultura marroquina.

Resultado: levamos não só o óleo, como também barras de perfume de jasmin, batons de cerâmica, lápis-lazúli para pintar os olhos (pedra usada durante séculos como maquiagem cara e luxuosa no Egito), cristais para inalação (que cheiram a Vicky Vaporube), pó de gengibre para fazer chá... E ainda voltamos mais duas vezes à farmácia, nos dois dias que ficamos por lá, para tomar chá ou simplesmente conversar com o Cosme e o Damião de Marrakesh.

Agradeço a Rachid e Abdellah. Além de tudo isso, eles me mostraram ainda mais: que são companheiros na estrada da vida, e assim se fortalecem. Como eu, Rosi, Chris, Moni e Fer :)



3.3.13

[#voupramadri] Comida não é água


Deu no El País: uma pesquisa assinada por espanhóis reforça o quão saudável é a culinária mediterrânea. A autora do artigo, Elvira Lindo, descreve a comida mediterrânea como aquela que combina todos os alimentos, e por isso faz bem. Mas ressalta que a gastronomia espanhola está perdendo seu jeito de comida caseira, confiável e acolhedora, herança das avós.

A leitura caiu no meu colo exatamente no dia em que me recuperei de um passa mal sem fim. Mas confesso que boa parte da culpa foi minha, e não da comida. Explico:

Cheguei a Madri há menos de 20 dias e logo na primeira semana topei experimentar tudo o que me apareceria. A começar pela praça de alimentação mais próxima, o Autogrill. Chamou-me atenção o purê de batatas, excessivamente aguado. Até saber que o lugar é popularmente conhecido como “Autokill”. Já era tarde.

Dias depois, num restaurante “chino”, comi um frango xadrez, cheio de “pimienta” (pimentões) e “grasa” (gordura). E daí seguiu-se uma série de pequenos assassínios:

1. Na quinta-feira, para entrar no clima do fim de semana, comprei jamón (presunto) e vino rosado (vinho rosé). Na intenção de comemorar o preço da bebida, saboreei-os (espanhóis têm mania de usar pronome em todos os verbos - estou levando o aprendizado para o Português).

2. Na sexta, seguindo a compostura dos meus escudeiros de Madri, Rosi de Bem e Christian Zambra, contentei-me com um pequeno croissant de jamón.

3. No sábado, fui a um bar especializado em “setas” (cogumelos), onde se misturavam brasileiros, espanhóis, italianos, além de um marroquino, um romeno e uma japonesa. Claro que mergulhei num prato de champignons gigantes fritos com bacon (ou jamón, não sei bem). 

4. No domingo, não satisfeita, almocei num restaurante baiano. Sim, baiano, ao lado de brasileiros, espanhóis e uma chinesa. Pedi obviamente a moqueca de "gambas" (camarão) com vatapá. Pra que economizar dendê e leite de coco se os donos do rincón são meus conterrâneos?

E não acabou aí.

5. Na segunda, às dez da noite, destruí a porção “Destroyer” (isso não é uma redundância) do bar 100 Montaditos. Ou seja, pãezinhos recheados com salsicha, outros com presunto, outros com pastas diversas. Tudo regado com uma taça de “tinto de verano” (um espécie de chope com gosto de vinho). 

6. Sem contar que abri um pote de “natilla” (nosso danone) depois de uma dessas esbórnias, ao chegar em casa. O que você ainda não sabe é que era uma da manhã.

Resultado: a partir de terça feira, abateu-me um enjoo “infumable” (intragável), que só passou na sexta de madrugada, depois que botei os bofes para fora.

O que aprendi:

. Preciso comer mais vezes ao dia, como os espanhóis: antes de sair de casa + desayuno às 11h (o legítimo café da manhã espanhol) + almoço às 15h + merenda às 18h + cena só depois das 21h (caso queira jantar de verdade, como eles). Assim, não terei “ganas” de comer tudo de uma vez, como estava fazendo, antes de conhecer todos esses horários malucos.

. Levar comida de casa para o trabalho: eis a caseirice de que falávamos! Ou então escolher um site de comida natureba e pedir pra entregar no escritório (dica da Rosi de BEM).

. À noite... Ainda não consigo comer muito. Pois é, só aqui percebi o quanto eu tinha uma alimentação super light no Brasil. Também descobri que dormia muito cedo.

Depois de uns dois meses, dizem que a gente se adapta. Quando isso acontecer comigo, amigos, não me peçam parcimônia!

16.2.13

[Viagem] Roma a Madri: olhando pelo buraco da fechadura


Meus amigos me pediram para compartilhar notícias de Madri, onde passarei seis meses a trabalho. Mas tenho a impressão que diários e fotos de viagem só interessam ao viajante. Por isso, não vou fotografar pratos de comida ou dizer se tomei banho hoje. Escolhi uma única história para contar, e em torno dela meu dia a dia pode se tornar menos ordinário para a humanidade.

Para isso, preciso voltar um pouco ao passado. Vamos lá:

Quando estava programando minhas férias para maio de 2012, uma companheira de trabalho, a Rose (que aliás também está em Madri), ofereceu-me uma ajuda pra visitar os pontos turísticos de Roma. Ela marcou tudo bonitinho no mapa estendido sobre a mesa, e me disse “Este lugar você não pode perder”, apontando para a Piazza dei Cavalieri di Malta.

Segundo Rose, lá eu encontraria um buraco. Sim, um buraco, que eu deveria mirar para ter uma revelação. Algumas pessoas poderiam pensar “E daí?”. Necessário dizer que eu incluí essa dica como ponto de visitação obrigatória?

Já em Roma, com minha prima e companheira Paula, rumamos ao buraco. Era nosso terceiro dia na cidade, e ela não aguentava mais me ouvir dizer “precisamos ir ao buraco”! Fomos caminhando e desfrutando as belezas do caminho. Entre elas, um rosário maravilhoso, que nos absorveu por horas ou minutos, não sei dizer. Afinal, os viajantes perdem a noção de tempo (sempre desconfiei que o tempo fosse relativo).

Quando chegamos na tal Piazza, deparamos com uma vista incrível da cidade. Entramos numa espécie de transe estético, e ali ficamos mais um tempo, sem noção. As árvores balançavam como em câmera lenta. O cheiro era de mel. A luz era de sonho. Estávamos vivas?

...

Mas cadê o buraco? Continuamos flanando pelo ambiente, e pensando que talvez o buraco tivesse sido um mero pretexto pra chegar a um lugar tão maravilhoso.

Até que vimos algumas pessoas em fila, e a primeira delas estava com o olho colado na fechadura de uma grande porta de madeira. Será que é o buraco? Nos metemos naquele burburinho para xeretar.

Bom, a descrição não chega aos pés da visão que tivemos através do buraco: a cúpula da igreja de São Pedro, a quilômetros de distància dali, estava milimetricamente encaixada na fechadura da porta, que funcionava como um telescópio.

Pra completar, por trás dessa porta, alguém construiu um caminho entre as plantas, que desemboca justamente na cúpula. Tudo planejado para nos encantar? E quem foi o autor dessa peripécia? Só sabemos que a porta faz parte de um edifício da Ordem dos Cavaleiros de Malta, que é representada por aquela cruz de pontas largas. Saímos de lá flutuando.

Estava certa de que não há como ficar deprimido em lugares belos. E matutei: por que será que a beleza nos inebria de tal forma?

Dali pra frente, a cruz de malta aparecia por todos os lados em nossa viagem. Ou melhor, nós é que ficamos fixadas na imagem, que passou a simbolizar aquela experiência incrível. Daí começamos a buscar a história dos Cavaleiros de Malta.

Tudo isso para dizer que pretendo iniciar essa pesquisa aqui, nesta viagem pela Espanha. Afinal, nada melhor do que estar na terra do mais famoso cavaleiro da literatura – o Quixote – para ler sobre o assunto.

Hasta luego!

1.1.13

Como mudar o mundo

Uma amiga me indicou a leitura dos livros da série The School of Life. Seu marido logo alertou que aquilo não passava de autoajuda. Ela defendeu: “É filosofia”.

Na contracapa, encontrei a explicação de um dos autores, Alan de Botton, que aliás tem sido bastante citado na mídia: “Numa época complexa e confusa, o livro de autoajuda implora para ser pensado e readaptado. The School of Life anuncia seu renascimento com uma série que reflete sobre grandes questões da vida, incluindo dinheiro, sanidade, trabalho, tecnologia e o desejo de mudar o mundo para melhor”.

Hum... Para embarcar nessa leitura, será que eu priorizaria essas questões na ordem acima? Dei uma olhadinha nos títulos para decidir:

“Como viver na era digital”
“Como pensar mais em sexo”
“Como se preocupar menos com dinheiro”
“Como manter a mente sã”
“Como encontrar o trabalho da sua vida”
“Como mudar o mundo”

Fiquei entediada logo de cara. Não que eu seja uma pessoa experiente, mas tenho a impressão de que certas coisas a gente aprende vivendo... Ou com a história de pessoas ou personagens. Então pulei logo para o último título - “Como Mudar o Mundo”, que me pareceu o desafio mais difícil.

Comprei o livro para ler nos últimos dias do ano, já que o mundo não acabou e eu estaria solitária em São Paulo até 30 de dezembro. No mínimo, seria uma leitura pertinente. E se o danado do livro fosse de autoajuda, pelo menos aprenderia algo sobre alguma coisa que não sei bem por onde começar. Meu medo era me deparar com aquele estilo de escrita norte-americano do tipo “10 passos para...”, cheio de receitas infalíveis.

E o livro fala de que mesmo?

O autor John-Paul Flintoff defende que podemos mudar o mundo com pequenas atitudes, e começando pela nossa própria vizinhança. Essas coisinhas, somadas, podem ser mais importantes do que atos homéricos. E se a gente puder usar nosso trabalho cotidiano para ajudar alguém, melhor ainda.

O livro passa informação, cita autores e fatos históricos, o que me parece diferente de um uma obra de autoajuda, quase sempre baseada em achismos.

Não digo que me surpreendeu, mas terminei o livro em dois dias e ele foi acalentador num contexto pós-quase-fim-de-mundo. Também confirmei meu gosto por leituras sobre a essência das coisas. Acredito que esse entendimento é útil para nossa vida prática.